Cristãos Livres Para Pensar

"E apliquei o meu coração a esquadrinhar, e a informar-me com sabedoria de tudo quanto sucede debaixo do céu; esta enfadonha ocupação deu Deus aos filhos dos homens, para nela os exercitar." (Eclesiastes 1:13)

29 de outubro de 2014

Uma Viagem na História do Evangelho pelo Rádio

Um breve histórico do evangelho pelo rádio no Brasil:

Rádio e evangelismo formam uma combinação antiga. Por ser um veículo de comunicação relativamente barato e com um grande alcance, o rádio sempre foi aliado poderoso da igreja evangélica. Como a televisão era cara e inacessível aos pobres, estes, quando tinham condições, possuíam em casa o aparelho de rádio, o que o tornava um instrumento mais democrático de comunicação. 
A década de 40 marcou a época de ouro da radiodifusão brasileira, com uma cobertura de 60% da população.
Até meados dos anos 50, antes da Assembléia de Deus proibir a televisão nas casas de seus membros, seus pastores, em cultos de ensino, instruíam os membros a não ouvir programas seculares no rádio, apenas notícias. Nessa época, as rádios Tupi 1280, Rádio Globo 1180, Rádio Mayrink Veiga 1220 e a Rádio Nacional 980 reinavam pelo Brasil afora. As AM´s eram imbativeis.


A Igreja Adventista encarregou-se de realizar, em 1943, o primeiro programa radiofônico de natureza cristã-evangélica no Brasil; intitulado A Voz da Profecia.

(pastor Roberto Rabello, a voz inconfundível d'A Voz da Profecia)


Os anos 50 marcam a época em que começam a se disseminar os programas radiofônicos das igrejas evangélicas. Naquela década, o rádio ainda era considerado instrumento profano por muitos líderes. Mas, apesar das oposições, no dia 2 de janeiro de 1955 foi ao ar o primeiro programa pentecostal radiofônico do Brasil: Voz das Assembleias de Deus. O programa foi iniciado pelo missionário Nels Lawrence Olson (foto ao lado), e transmitido pela rádio Tamoio (RJ) e, posteriormente, para outras partes do Brasil pelas rádios Tupi, Mayrink Veiga, Copacabana, Relógio, Mundial, Atalaia, Marumby, Boas Novas, e por mais oito rádios em outros Estados.

Em 1957, a transmissão do programa A Voz do Brasil para Cristo, da Igreja Ev. Pentecostal o Brasil para Cristo, era iniciada na Radio America, em São Paulo. 
Viriam nos anos 60: A Voz da Libertação, da Igreja Deus é Amor (SP), e a Voz da Nova Vida , da Igreja Nova Vida, nas rádios Copacabana, Mayrink Veiga e Guanabara (RJ).

Na segunda metade da década de 70, em 1976, surgia a Primeira Rádio com programação 100% Evangélica Interdenominacional da América Latina, a Rádio Marumby, do empresário e cantor Matheus Yansen. A emissora tinha sua sede em Curitiba e irradiava em AM 730 Khz para a capital paranaense. 
Na cidade de Florianópolis/SC, a mesma rádio emitia sinal para todo o Brasil por Ondas Curtas (SW) de 31 metros. Assim, crentes de todo país, que antes se limitavam a ouvir pregações, começaram a conhecer cantores como Ozéias de Paula, Irmãos Falavinha, Mara Dalila, Luiz de Carvalho, entre outros. 
De acordo com os que acompanhavam a Rádio Marumby em outros estados, por ser de ondas curtas, ela só era sintonizada com boa recepção pela manhã até 11:00, e depois, só após as 17 horas, pois reclamavam do fading, aquele efeito vai e volta do som que, entre outros fatores, ocorre com mais intensidade nos momentos de maior irradiação solar. 
Nessa década, surgia também o programa Através da Bíblia, programação inaugurada em 1977 pela rádio TransMundial.

A juventude da época elegia, Eula Paula, Mara Dalila, Meire, como favoritas, mas o Top das paradas era Ozeias de Paula - boa parte dos crentes mais antigos ainda tem algum disco do cantor, principalmente o Cem ovelhas.


E era assim, nas idas e vindas do fading, que os crentes ouviam seus cantores preferidos no rádio. Mas uma grande mudança ocorreria em 1986, quando os crentes da capital fluminense passariam a ouvir as vozes evangélicas em FM: entrava no ar, naquele ano, a Melodia FM 97.3, a primeira emissora evangélica em frequência modulada stereo do Brasil.

A preocupação inicial e atividade principal das rádios e programas evangélicos em AM era a pregação e evangelização missionária. Mas, com a chegada do FM, o espaço passava cada vez mais a ser ocupado pelo das 'mensagens cantadas', mudança que se deve, principalmente, à maior pureza do som, mas também pelo crescente interesse dos próprios evangélicos pelas novas gravações de música cristã.

15 de outubro de 2014

O que a Política fala sobre o Evangélico Brasileiro?

A briga pelo Governo do Rio de Janeiro tomou proporções mundiais... ou seriam universais?
De um lado, peleja o candidato Marcelo Crivella, da Igreja Universal do Reino de Deus. De outro, Luiz Fernando Pezão, apoiado por Valdemiro Santiago, da Igreja Mundial do Poder de Deus.
E para apimentar esse salseiro todo, nosso candidato a papa-evangélico, Silas Malafaia, tomou partido (como sempre) e bateu boca feio com Crivella no 1º debate.

Malafaia “acusou a Igreja Universal do Reino de Deus (IURD), da qual Crivella afirma ser bispo licenciado, de "colocar para fora das TV's" outras igrejas evangélicas. "Você obedece às ordens do seu tio, o bispo Edir Macedo", finalizou Malafaia no que foi mais um ataque que pergunta. Crivella começou a resposta afirmando que as pessoas conhecem as ligações de Malafaia com o governo Cabral/Pezão. O pastor gritou da plateia: "Mentiroso", e Crivella retrucou: "Mentiroso é você". O mediador do debate precisou intervir e pedir para Malafaia se conter. O senador prosseguiu: "Essas suas mágoas, seu recalque e suas frustrações com a IURD, eu não tenho nada a ver com as decisões da igreja". Malafaia começou a rir alto na plateia e o mediador novamente pediu que ele fizesse silêncio.1

Mas olhem só: Crivella teve apoio de Malafaia em 2010:


Agora, Valdemiro entrou em cena e gravou vídeo pedindo que os eleitores votem no Pezão, para ele “poder pregar com liberdade”, “porque estão querendo me privar disto”. Eleitores da IURD (provavelmente) já até fizeram uma "ediçãozinha" no vídeo:

  

A maneira como tem sido feita a condução de temas políticos no meio evangélico escancara um imenso despreparo para se tratar o assunto: o peso do interesse, de vaidades, e a dificuldade de se lidar com o próximo tem desequilibrado a balança. A partir daí, o que nos sobra? Carregar a sombra desse procedimento?

O viés que a disputa no Rio vem tomando, retrata como líderes famosos de igrejas evangélicas (e ferrenhos seguidores) vêm promovendo a desconstrução do 'ser evangélico' no Brasil. Fica cada vez mais confuso responder quem afinal são esses evangélicos brasileiros - o que pensam, como agem?

Pergunta-se: Não deveríamos encarnar a postura coerente de um cristão, que aborda a política como algo terreno e temporal? Ou este assunto está acima de qualquer aspecto da identidade de novo homem?

1 - O Estado de São Paulo, 09/10/14

11 de outubro de 2014

A CRIANÇA TEM DIREITO À VERDADEIRA FANTASIA

"Quando estou manipulando bonecos em frente a um grupo de crianças, frequentemente tem aquelas que não se envolvem, que ficam apontando o dedo e caçoando da empolgação dos coleguinhas, dizendo que sou eu que estou falando, que não é o boneco.
Elas pensam ser mais espertas, mas estão aparentemente mais tristes, e eu fico pensando na educação que possivelmente estejam tendo.
São crianças sem fantasias, que de fato não estão à frente das outras, estão apenas perdendo esta parte importante e criativa da vida."  
(Tio Uli, em um debate matinal na Rede Super - BH)
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Autor: Pastor Alexandre Farias



Primeiramente devemos definir a palavra fantasia pelo dicionário; faculdade de imaginar, de criar pela imaginação. A fantasia é o trabalhar da mente ou do consciente da criança para que ela possa ter um contato com um mundo imaginário e criativo. Este processo é muito importante para ela experimentar os limites entre realidade e ficção e compreender melhor o mundo em que vive. É por isso que não podemos dizer aos pequeninos que todos os desenhos, jogos e games são diabólicos e que vão levar nossos filhos para longe do caminho do Senhor.

Existem desenhos bons e divertidos, e que são excelentes, inclusive, para abrir uma conversa com o nossos filhos sobre diversos assuntos. Por exemplo, assisti Alvin e os esquilos II no cinema com os meus filhos e foi uma tarde muito divertida. Em Procurando Nemo, desenho da tão Disney, vimos o amor de um pai que empreende uma busca épica por seu filho nadando contra todas as adversidades. Isso é muito incentivador e propicia uma percepção dos laços familiares e os graus de liberdade e limites que podem ser estabelecidos nesse relacionamento.



O que necessitamos é de ter um equilíbrio espiritual para saber qual o desenho que pode levar perigo a vida espiritual de nossas crianças. Essa responsabilidade é nossa! Não podemos passar aos nossos filhos um conhecimento que não possuímos.
Da mesma forma que encontramos diversos desenhos e filmes bons para a criançada, encontramos aqueles que fantasiam a experiência de mundo através de caminhos intencionalmente contrários à palavra de Deus, e é com estes que devemos tomar cuidado.


Existem desenhos que incentivam a experiência do sincretismo religioso, através de rituais, oferendas, magias e contatos com espíritos dos mortos, doutrinas da reencarnação e até mesmo culto a deuses pagãos. Parece que o nosso inimigo lembrou de Pv. 22.6: 
"Ensina a criança no caminho em que deve andar, e, ainda quando for velho, não se desviará dele"

Precisamos, então, nos antecipar ao adversário e estipular limites sadios em nossas casas, e até mesmo explicar aos pequeninos os riscos contidos nestes conteúdos de animação.


É comum nos dias de hoje pais que vivem conforme a sua própria sabedoria, deixam os conselhos de Deus de lado e guiam os seus filhos na sabedoria humana, esquecendo que a sabedoria divina é melhor que qualquer ciência. O conselho divino vem de Deus e ele possui um atributo que o homem não possui; a onisciência. Deus enxerga o futuro como se fosse o presente. Então, os conselhos bíblicos são valiosos para ensinar nossos filhos no caminho em que devem andar, mas lembre – se: A criança precisa viver como criança! Deixem que elas vivam suas fantasias de forma sadia.


4 de setembro de 2014

Sobre Números e Numerologia nas Igrejas

Sabemos que, como consta na Bíblia, Deus comunicou aos homens muitos de seus propósitos através de símbolos e  analogias. A estratégia consistia, entre outros fatores, em utilizar referências lógicas do cotidiano existencial humano, tornando os comunicados memoriáveis e mais facilmente transmitidos (mesmo oralmente), mas não conferia o poder do enunciador aos enunciados, estes não eram um fim em si mesmo.
Um destes símbolos recorrentes na Bíblia são os números...                   


O número 12: Refere-se principalmente às 12 tribos de Israel e aos 12 discípulos de Jesus.
A visão G12 nasceu dessa escolha dos 12 discípulos. “O resultado esperado é um avanço em progressão geométrica. A primeira geração de 12 é seguida por uma segunda, de 144, que forma uma terceira, de 1.728, uma quarta de 20.736, e assim por diante.”

O número 40:  quarenta anos no deserto, 40 dias de jejum de Moisés, caminhada de Elias, tentação de Cristo, etc...
É muito utilizado para significar “uma geração”, e muitos tentaram prever a volta de Jesus através deste: “40 anos depois da restauração de Israel, por exemplo, o que daria 1988. Depois, como nada aconteceu, até uma pregadora do porte de Valnice Milhomens caiu na tentação de marcar a data para 2007, raciociando que depois da guerra dos Seis Dias, em 1967, mais 40 anos, daria 2007. Mais um tiro n'água.”

O número 7:  Deus fez o mundo em 7 dias, o candelabro tem 7 braços, o povo deu 7 voltas e Jericó, etc, etc... Este “é ainda mais ‘forte’, como se uma campanha de 7 dias de oração tivesse todo o poder atribuído a esse número: é o número de Deus, o número da plenitude, da perfeição.”
Ainda temos outros: O número 70: Os enviados por Cristo eram 70...  O número 4: Os 4 homens na fornalha... O número 3:  Jesus ressuscitou ao 3º dia... etc, etc, etc.


Se tivéssemos de nos servir de tantos números e suas combinações para criar subsídios para nossa fé teríamos que viver da Numerologia, pois qualquer um deles pode ter uma interpretação profética. “Para fazer uma campanha ou um método de crescimento de sucesso basta escolher algum número bíblico e, em cima dele, forjar uma doutrina de mistério e poder sobrenatural.”
Foi o que ocorreu na Igreja Renascer, em que “a obra de reforma durou 52 dias, e por isso o dono do empreendimento, ‘apóstolo’ Hernandes, passou a se achar um novo Neemias, pois Neemias reconstruiu as muralhas de Jerusalém em prazo igual, 52 dias. Mas se a reforma tivesse durado 49 dias, provavelmente ele diria que, como 49 dias são sete semanas, talvez a comparação fosse com o profeta Daniel. E se fossem 48 dias, diria que 4 mais 8 é igual a 12, número bem bacana: 12 tribos, 12 apóstolos, 12 portões da Nova Jerusalém, 12 pedras no peitoral do sacerdote”, etc.

E também há os cultos e vigílias "de 12 horas, com 12 pastores, 12 cantores e 12 orações, resultando em 12 meses de bênçãos. Mas se alguém fizer 13 ou 11 orações (de repente chegou atrasado, e não esteve nas 12 horas), será que a bênção para ele será reduzida? Ou aumentada?”

Tudo não passa de superstição, “um pé-de-coelho para dar sorte, ou como “mandar rezar uma novena na igreja católica. Quando se dá uma ênfase desnecessária a um método, transpõe-se para ele o poder para se chegar ao objetivo desejado. Além da superstição, há a clara alusão à uma barganha com Deus: eu fiz as 7 orações, então o Senhor tem que cumprir sua parte no acordo.
Gostamos de falar mal das religiões místicas, mas adoramos uma superstiçãozinha gospel!”

Nos anos 80 e 90, quando algumas igrejas começaram a adotar o método de campanhas, “o intuito era simplesmente o de manter os fiéis “interessados”, freqüentes no culto, e também como meio de evangelização. Hoje a coisa degringolou de vez, tornando-se, além de uma panaceia para a mesmice da igreja, algo “quase palpável”, onde os os fiéis podem se segurar, uma vez que o Deus que é pregado está muito distante, embora diga-se nos cultos que Ele sempre está ali. Se não posso ver a Deus, sei que Ele me obedecerá, ou melhor, me abençoará, pois estou cumprindo com minha parte no ritual.”

Enfim, essa tal numerologia gospel não passa de apego a rituais, prática que já se transformou em modismo pseudo-teológico.

(Introdução nossa -  Com informações dos blogs  “Uma estrangeira no mundo” e “Doa a quemdoer”)


1 de setembro de 2014

A gosto de Deus? Sobre Politicagem e Numerologia na Lagoinha...

Tudo quanto, pois, quereis que os homens vos façam, assim fazei-o vós também a eles; porque esta é a Lei e os Profetas. (Mat. 7.12)

Quando se trata de abordar falhas na homilética alheia, certos membros da IBL (Igreja Batista de Lagoinha) são categóricos e ufanam: “aqui em nossa igreja só se prega a Palavra de Deus pura e não somos casa de comércio”. Se no passado criticamos as profecias políticas de Neuza Itioka (ver aqui), manteremos a coerência. Vejamos o que ocorreu ontem, dia 31, último domingo deste turbulento mês de Agosto, na IBL.
{É importante deixar claro que as igrejas, através de seus líderes, podem tomar partido por alguma causa não necessariamente religiosa, desde que sejam honestos e transparentes com as pessoas que ali se reúnem (postura ética que eles mesmo cobram de seus membros), os mesmos que sustentam o funcionamento daquela instituição.}

O que podemos dizer é que foi um comércio acintoso de opinião e influência, uma venda daquelas em que o vendedor faz de tudo para dar a ilusão de que o comprador é o mais interessado. E pior: usando a Bíblia e mesmo Deus em argumentos sutis e forçosamente espiritualizados. Faltando cerca de 40 dias para as eleições, o nobre pastor Gustavo Bessa escolhe pregar sobre o número 40, empreendendo um esforço hercúleo para não transparecer o que realmente estava fazendo:  propaganda política eloquente em cima das páginas da Bíblia, com direito a se servir de todo argumento teológico possível.

E a maior surpresa, que não foi coincidência, se verifica no jornal Atos Hoje (31/08/14 – tiragem: 20.000), onde existe um editorial do Pr. Atilano Muradas tratando do mesmo assunto, aí de forma mais acintosa e direta, com argumentos teológicos tão pífios que causam vergonha alheia. Mais explícito do que sr. Bessa, ele solta, a esmo, ocorrências do número 40 na Bíblia, sem tratar do valor individual de cada uma delas, passando a fazer uma análise tão meramente numerológica, que chega ao ponto de dizer: “e ainda há os múltiplos de quarenta”, passando a incluir, inexplicavelmente, os números 4, 400 e 4000.


Abruptamente, as premissas do editor se voltam para sua experiência pessoal, “quando, por exemplo, olho minha vida, percebo ciclos de 4, de 7, de 10, de 12 anos, e um de 40 – que espero se repita”. E pasmem com sua contradição lógica: “os números em si não tem influência, pois o controle de nossas vidas tem origem em Deus”. Então, o ilustre pastor começa a fazer propaganda e anti-propaganda política gratuita, sem a postura ética suficiente para admitir a seus leitores que ele (e seu jornal) está fazendo militância política pró Marina Silva (PSB).

Uma das coisas que chamam a atenção em seu texto é a afirmativa de que o crescimento do Brasil é resultado do crescimento de evangélicos “o progresso veio proporcional ao número de evangélicos”, um engano simplista e infantil, comprovado por ele mesmo no texto, pois já havia criticado a escalada de violência e a falta de ética/moral no país, que se alastram na população e em todos os governos, e que deveriam supostamente ser reduzidas dado o aumento de pessoas que se dizem discípulos de Jesus. Será mesmo o número de evangélicos que conta? 
E dizer que nos EUA os governos são evangélicos, e por isso mais justos e éticos? Não brinque com a inteligência alheia! Outra coisa é a velha manobra do versículo de Provérbios 29.2, sobre os “justos governarem”, assunto para o qual temos um post específico, clique aqui.


E fica para o final a parte mais assustadora de seus argumentos: “carecemos de ditaduras do bem”. Ora, meu caro Muradas, você surtou? Não carecemos de ditadura nenhuma, o Brasil engatinha numa democracia desde 1988, e nela as pessoas precisam ter respeitado seu direito de escolha. Se você quer fazer militância política, a democracia atual o permite, mas não queira impor suas ideias, e não envergonhe os cristão ao usar a Bíblia Sagrada, ou mesmo Deus para incutir seus posicionamentos nas pessoas. Cadê a ética de vossas senhorias? 
Querem fazer política? Realizem encontros com seus membros, sem essa espiritualização forçada, e isso não implica excluir Deus, e discutam a política do Brasil como um todo, dando chances aos eleitores e inclusive aos representantes das candidaturas de Aécio Neves, Pastor Everaldo, Dilma Roussef, e mesmo de Marina Silva e os outros, para debaterem assuntos de forma mais transparente, justa e participativa. Caso contrário, vocês estão fazendo apenas politicagem e vendendo ideias de forma injusta, fazendo aos outros o que não gostariam que fosse feito a vocês mesmos. 


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