Cristãos Livres Para Pensar

"E apliquei o meu coração a esquadrinhar, e a informar-me com sabedoria de tudo quanto sucede debaixo do céu; esta enfadonha ocupação deu Deus aos filhos dos homens, para nela os exercitar." (Eclesiastes 1:13)

5 de outubro de 2012

Politicagem na Igreja: Governo do Justo é Governo Gospel?

Sobre Politicagem nas igrejas....

Considere o versículo abaixo em 3 diferentes versões (SBB) e depois reflita sobre o que dizem por aí alguns homens de terno que 'emprestam' seus púlpitos para descarada propaganda política:

ARA: Prov. 29.2   Quando se multiplicam os justos, o povo se alegra, quando, porém, domina o perverso, o povo suspira.

ARC: Prov. 29.2   Quando os justos se engrandecem, o povo se alegra, mas, quando o ímpio domina, o povo suspira.

NVI: Prov 29.2 Quando os justos florescem, o povo se alegra; quando os ímpios governam, o povo geme.


Você percebe como se faz malabarismo sobre este versículo para realizar a captação do votos dos "crentes"? A paráfrase utilizada para incutir no povo a obrigação de votar nos candidatos indicados pelas igrejas geralmente á assim: "quando o justo governa o povo se alegra". A ideia do versículo não se refere a governo da forma política como é empregado atualmente, até porque os líderes do tempos bíblicos ou eram compostos por dinastias monárquicas, empossados ou destituídos por razões das mais diversas, ou eram ditaduras de conquistadores, também monarcas, nunca eleitos por sufrágio.
O versículo trata da capacidade do engrandecimento (não apenas numérico material) das pessoas que andam em justiça, em trazer felicidade geral para uma determinada comunidade (o povo).

Ademais, QUEM DISSE QUE TODO CRENTE É JUSTO? Mesmo que a Bíblia estivesse abordando o assunto de forma política como querem, quem poderia afirmar que todo crente é justo?
Justiça e Honestidade não tem religião, não cantam no 'louvor' e nem usam paletó todo domingo. Esta qualidade nada tem a ver com opção religiosa.

Infelizmente observamos tal contraste facilmente em nosso cotidiano; pessoas (crentes ou não) no metrô que fingem não ver um idoso em pé, ou que raramente se oferecem para carregar uma bolsa.
Um indivíduo pobre (ou até por ser negro) que dificilmente receberá em sua casa a visita dos irmãos da igreja, enquanto os mais abastados sempre tem levitas e pastores fazendo cultos em suas casas. Seria este nosso conceito de justiça?


Eis o maior dos absurdos: Mais da metade dos deputados da bancada evangélica enfrenta processos na Justiça. Confira lista 

Conclusão: Antes de sair votando por indicação pastoral, é muito importante verificar se a vida do candidato condiz com a fé que ele professa, se são pessoas honestas e trabalhadoras. O simples fato de alguém ter um título eclesiástico ou ser filho de algum líder evangélico NÃO quer dizer nada.

Pastores que vivem de extorquir dinheiro em campanhas fantasiosas de prosperidade, e que trabalham em prol APENAS de sua denominação serão UMA VERGONHA política certa. Antes, prefira votar em quem, apesar de ser apenas membro de uma igreja ou outro cidadão comum, procura apresentar vida correta, seja trabalhador, tenha vocação para o cargo e projetos realistas e justos para colocar em prática, com fim de beneficiar a todas as pessoas.




NÃO SIGA IMPOSIÇÃO ELEITORAL DE NINGUÉM! ...................................................................................................................................................................

Um comentário:

Carlos Chagas disse...

Valeu pelo artigo. Precisava dquela lista de evangélicos em corrupção. Agora estou atrás da lista de evangélicos envolvidos no caso das "sanguessugas". Abração.

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