Cristãos Livres Para Pensar

"E apliquei o meu coração a esquadrinhar, e a informar-me com sabedoria de tudo quanto sucede debaixo do céu; esta enfadonha ocupação deu Deus aos filhos dos homens, para nela os exercitar." (Eclesiastes 1:13)

15 de outubro de 2014

O que a Política fala sobre o Evangélico Brasileiro?

A briga pelo Governo do Rio de Janeiro tomou proporções mundiais... ou seriam universais?
De um lado, peleja o candidato Marcelo Crivella, da Igreja Universal do Reino de Deus. De outro, Luiz Fernando Pezão, apoiado por Valdemiro Santiago, da Igreja Mundial do Poder de Deus.
E para apimentar esse salseiro todo, nosso candidato a papa-evangélico, Silas Malafaia, tomou partido (como sempre) e bateu boca feio com Crivella no 1º debate.

Malafaia “acusou a Igreja Universal do Reino de Deus (IURD), da qual Crivella afirma ser bispo licenciado, de "colocar para fora das TV's" outras igrejas evangélicas. "Você obedece às ordens do seu tio, o bispo Edir Macedo", finalizou Malafaia no que foi mais um ataque que pergunta. Crivella começou a resposta afirmando que as pessoas conhecem as ligações de Malafaia com o governo Cabral/Pezão. O pastor gritou da plateia: "Mentiroso", e Crivella retrucou: "Mentiroso é você". O mediador do debate precisou intervir e pedir para Malafaia se conter. O senador prosseguiu: "Essas suas mágoas, seu recalque e suas frustrações com a IURD, eu não tenho nada a ver com as decisões da igreja". Malafaia começou a rir alto na plateia e o mediador novamente pediu que ele fizesse silêncio.1

Mas olhem só: Crivella teve apoio de Malafaia em 2010:


Agora, Valdemiro entrou em cena e gravou vídeo pedindo que os eleitores votem no Pezão, para ele “poder pregar com liberdade”, “porque estão querendo me privar disto”. Eleitores da IURD (provavelmente) já até fizeram uma "ediçãozinha" no vídeo:

  

A maneira como tem sido feita a condução de temas políticos no meio evangélico escancara um imenso despreparo para se tratar o assunto: o peso do interesse, de vaidades, e a dificuldade de se lidar com o próximo tem desequilibrado a balança. A partir daí, o que nos sobra? Carregar a sombra desse procedimento?

O viés que a disputa no Rio vem tomando, retrata como líderes famosos de igrejas evangélicas (e ferrenhos seguidores) vêm promovendo a desconstrução do 'ser evangélico' no Brasil. Fica cada vez mais confuso responder quem afinal são esses evangélicos brasileiros - o que pensam, como agem?

Pergunta-se: Não deveríamos encarnar a postura coerente de um cristão, que aborda a política como algo terreno e temporal? Ou este assunto está acima de qualquer aspecto da identidade de novo homem?

1 - O Estado de São Paulo, 09/10/14

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